quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Xangai rende-se à cortiça

Pavilhão de Portugal da Expo Xangai ganha prémio de design


"É um prazer receber este prémio. Representa um reconhecimento, e sobretudo é importante pelo material utilizado na construção do pavilhão, que tem muito a ver com Portugal". Arq.º Carlos Couto sobre o Pavilhão de Portugal, inteiramente revestido de cortiça

O Pavilhão de Portugal da Expo Xangai 2010 foi distinguido com o “Prémio de Design”, atribuído pelo Bureau International des Exhibitions, um prémio que avalia a fachada e decoração exterior do pavilhão, o desenho arquitectónico, as técnicas de construção usadas e a sua relação com o tema da Expo2010, “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Melhor Qualidade).

Inteiramente revestido de cortiça, cedida pela CORTICEIRA AMORIM, o Pavilhão de Portugal foi distinguido na categoria de pavilhões com áreas inferiores a 2000 metros quadrados, a par de países como a Finlândia (entre 2000 e 4000 metros quadrados) e o Reino Unido (mais de 4000 metros quadrados).

Desde o início da Expo, foi possível constatar o fascínio e a curiosidade que a cortiça despertou nos seus visitantes. Nesta que foi a exposição universal mais concorrida de sempre – 73 milhões de visitantes – a cortiça assumiu sempre um papel de destaque, assistindo-se com frequência os visitantes a sentir a cortiça e a recortar um pouco desta matéria-prima para levar de recordação.

O interesse manifestado na cortiça atingiu o ponto alto no dia 9 do 9 (Setembro), com a distribuição de 9 rolhas aos primeiros 99 visitantes do Pavilhão de Portugal, que acederam à oferta de forma entusiástica.

Ao fascínio gerado nos visitantes, acresce agora o reconhecimento da mais-valia estética do Pavilhão, fortemente potenciada pela utilização da cortiça.



António Rios de Amorim, Presidente da CORTICEIRA AMORIM, destaca a importância do prémio agora atribuído: “É o culminar de uma excelente representação portuguesa, feita com uma matéria-prima fortemente identificativa com a imagem do nosso país. Exemplo paradigmático das potencialidades de utilização da cortiça na construção, o Pavilhão de Portugal evidenciou, mais uma vez, a capacidade da cortiça se adaptar a projectos mais vanguardistas e mais consentâneos com a emergência de novos valores, tão bem retratados no mote desta exposição universal o “Melhores Cidades, Melhor Qualidade de Vida.”

Recorde-se que a CORTICEIRA AMORIM enviou para a China mais de 5500 m2 de cortiça. A fachada integral do Pavilhão foi revestida com Aglomerado Expandido de Cortiça, da Amorim Isolamentos, num total de 3640 m2 e mais de 28 mil kg. No interior foram aplicados revestimentos de cortiça da marca Wicanders®, maioritariamente de visual cortiça, em locais acessíveis a todos os visitantes e em zonas protocolares, numa área de 1100 m2. Nas zonas de exposição “Portugal um mundo de energias” e “Portugal Hoje” foram utilizados revestimentos da linha Corkcomfort, na referência Floating HPS. Nas áreas de escritórios, os revestimentos seleccionados foram os da linha Woodcomfort, que combinam cortiça com visual de madeira. Ao nível de soluções técnicas, foram utilizados 780 m2 de ACM (Acoustic Core Materials), da Amorim Cork Composites, uma gama de soluções de cortiça com borracha, com excelente performance ao nível de isolamento térmico e acústico.

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